Peças Portáteis

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Artistas participantes:

Ana González, Carlos Kenji, Cleverson Salvaro, Deborah Bruel, Felipe Prando, Joana Corona, Milla Jung e Patricia Lion.


Convite enviado aos artistas

Curitiba, 8 de outubro de 2010

Ao artista,

convidamos a participar da ação PEÇAS PORTÁTEIS que compõe o projeto Fordlândia em execução através do Rede Nacional Funarte Artes Visuais 2010. O caráter desta ação consiste no deslocamento de uma obra doada pelo artista para a participação de uma exposição a ser realizada em dezembro de 2010 nas ruínas da fábrica da Ford em Fordlândia.

Sobre o lugar:

Em 1927 Henry Ford, o proprietário da fábrica de carros Ford, idealizou a cidade de Fordlândia às margens do rio Tapajós, em plena floresta Amazônica. Hoje pouco mais de 3.000 habitantes que vivem na região têm pouco ou nenhum contato com eventos culturais e educacionais.

Durante vinte dias os artistas Arthur do Carmo, Lídia Sanae Ueta e Luana Navarro se colocarão participantes das referências cotidianas dos habitantes de Fordlândia. Uma das características da residência é confrontar as promessas de desenvolvimento, aos moldes da lógica do capital vigente pelo fordismo e taylorismo, frente ao fracasso da materialização desse ideário, pela não compatibilidade dessa mesma lógica em um território que mais se impõe do que se deixa impor.

Todos os espaços que antes serviam para a extração e produção da borracha estão cobertos de poeira. O hospital, está aos poucos desmoronando. As pessoas que vivem em Fordlândia enfrentam dificuldades em relação ao deslocamento, atendimento médico e até mesmo em relação ao dinheiro. Como a cidade não possui bancos, e a economia gira pelo recebimento de aposentadorias do Ministério da Agricultura, isto faz com que nos mercadinhos e padarias locais não haja circulação da moeda, pois as compras são feitas nas cidades em que eles recebem as pensões, o que criou uma cultura do pagamento fiado. Os jovens assim que atingem a idade adulta mudam-se para cidades próximas como Itaituba e Santarém em busca de trabalho.  A cada ano a população diminui.

Sobre a proposta de exposição:

Com o intuito de se criar uma problemática cultural em Fordlândia será feito um contrato de doação para a Secretaria de Cultura de Aveiro a partir da exposição PEÇAS PORTÁTEIS: as obras serão entregues ao distrito com algumas condições: não poderão ser comercializadas e nem retiradas de Fordlândia, onde não existem unidades culturais. Apesar de não termos a intenção de criar um acervo, pois faltaria a unidade de preservação, a ação torna-se um dispositivo voltado à reflexão de circuito de arte inexistentes, mas possíveis.

Sobre a obra a ser doada:

Devido as condições de transporte pedimos ao artista que a obra seja de dimensão pequena e que possa ser transportada sem riscos de danificação. Poderão ser objetos, fotografias, vídeos e outros, que sabemos nós, não precisamos categorizar. O artista é livre para fazer e mostrar o que quiser, mesmo! Frisamos ainda que todas as obras serão expostas, sem nenhuma restrição de conteúdo ou seleção. Todo o processo de montagem e exposição será registrado e posteriormente disponibilizado a todos os participantes.

Entrega das obras:

Até dia 8 de novembro de 2010 nós nos dispomos a buscar as obras doadas em local a ser combinado com cada artista.

Desde já agradecemos a atenção e estamos a disposição para eventuais dúvidas.

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